sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Espirogira e o seu ciclo de vida


A espirogira é uma alga verde, composta por uma série de células, unidas para formar um filamento. A mesma pertence ao Reino Protista e ao Género Spirogyra. Esta alga habita em ambientes de água doce, como lagos e charcos. Pode-se obter facilmente a espirogira, sendo apenas necessário realizar uma infusão de salsa e coentros, aguardando então alguns dias (ao microscópio observar-se-ão espirogiras e paramécias).
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A espirogira realiza reprodução sexuada e assexuada. Assexuadamente reproduz-se por fragmentação, realizando-se a mesma quando as condições do meio são favoráveis, assegurando a sobrevivência dos espécimes, que noutra situação veriam a sua vida comprometida devido à reduzida variabilidade genética que se verifica entre clones. Quando as condições do meio são desfavoráveis a espirogira reproduz por reprodução sexuada. O seu ciclo de vida é um ciclo haplonte, uma vez que o indivíduo adulto é um ser haplonte, sendo que a fase diplóide ou diplofase é composta apenas por uma célula (curta duração): o zigoto.
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Na reprodução sexuada, dois filamentos colocam-se lado a lado, sendo que entre algumas das células se dão evaginações citoplasmáticas, formando-se os chamados tubos de conjugação (designando-se esta forma de reprodução, por isso, conjugação). O conteúdo celular de cada célula de um dos filamentos desloca-se para as células do outro filamento dando-se a fecundação. Formam-se ovos ou zigotos, os quais se mantêm em estado de vida latente até que as condições do meio exterior voltem a ser favoráveis. Quando tal acontece dá-se a meiose dessas células originando-se quatro núcleos haplóides. Desses núcleos, um deles sofre mitoses sucessivas para originar um indivíduo adulto: uma nova espirogira.

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